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José Guimarães defendendo a aprovação do regime de urgência para as duas propostas de ajustes fiscais apresentados pelo ministro Fernando Haddad. (Foto: Mário Agra / Agência Câmara)

Deputados aprovam urgência para proposta de ajustes fiscais que economiza R$ 70 bi nas contas públicas em 2025 e 2026

Deputados aprovaram ainda tramitação de urgência a iniciativa que estabelece regras mais rígidas para concessão de benefícios sociais.

 

Por Humberto Azevedo

 

260 deputados aprovaram na noite desta quarta-feira, 4 de dezembro, a urgência para proposta de ajustes fiscais que economiza em aproximadamente R$ 70 bilhões nas contas públicas nos próximos dois anos: 2025 e 2026. Apenas 98 deputados, a maioria ligada ao PL do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, votaram contra a medida anunciada na última semana pelo ministro da Fazenda – Fernando Haddad.

 

Apresentada formalmente pelo deputado José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Câmara, a iniciativa estabelece que toda despesa da União passará a estar limitada pelos dispostos do arcabouço fiscal – que concede reajuste entre 0,6% a 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB).

 

“A proposta é fundamental para dissipar incertezas que afetam os preços dos ativos da economia brasileira, garantindo resiliência ao regramento fiscal, ao mesmo tempo em que assegura  maior espaço fiscal a despesas discricionárias com fortes efeitos multiplicadores, como os investimentos públicos”, comentou Guimarães ao argumentar favorável a iniciativa.

 

PENTE-FINO

 

Os deputados aprovaram ainda tramitação de urgência a iniciativa que estabelece regras mais rígidas para concessão de benefícios sociais. 267 deputados votaram a favor. Os que votaram contra a tramitação em regime de urgência foram 156.

 

“É requisito obrigatório para concessão, manutenção e renovação de benefícios da seguridade social documento com cadastro biométrico realizado pelo Poder Público, nos termos estabelecidos em ato do Poder Executivo federal” diz o artigo primeiro da proposição.

 

“Para os programas ou os benefícios federais de transferência de renda que utilizem o Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal – CadÚnico, deverá ser observado o prazo máximo de vinte e quatro meses de atualização cadastral, para fins de concessão ou manutenção do pagamento às famílias”, prevê o artigo segundo da proposta.

 

Para o líder do governo e autor formal da iniciativa, o referido PL “tem a finalidade de racionalizar despesas públicas primárias, com vistas a aperfeiçoar o orçamento público e ajustar o ritmo de crescimento do gasto obrigatório ao disposto no arcabouço fiscal, que limita o crescimento real da despesa a 70% da variação da receita, sempre entre 0,6% e 2,5%”.

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