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Ministro defendeu incluir Agricultura Irrigada no Novo PAC durante reunião do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (Foto: Márcio Pinheiro / Secom-MIDR)

Waldez Góes defende incluir agricultura irrigada no eixo “Água Para Todos” do novo PAC

Durante a reunião do Conselho Nacional de Recursos Hídricos, o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional também reforçou o empenho do presidente Lula em aumentar a distribuição da água.

 

Por Humberto Azevedo

 

O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, revelou, durante a 48ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH), ser favorável à inclusão da agricultura irrigada como mais um componente do eixo do “Água Para Todos” no novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Até o momento, estão inclusos as obras de infraestrutura relativas ao abastecimento de água; a infraestrutura hídrica; o programa “Água Para Quem Mais Precisa”; e a iniciativa que busca a “Revitalização de Bacias Hidrográficas”.

 

O ministro avalia que o novo PAC viabiliza uma coordenação integrada e uma discussão em um país continental. As declarações aconteceu quando ele presidiu a reunião do CNRH e comentou as diversas ações que o MIDR fez com relação à segurança hídrica. Waldez é ex-governador do Amapá e indicado para o cargo na Esplanada dos Ministérios pelo senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) – presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e próximo de voltar a ser o presidente do Congresso Nacional.

 

“Nós temos muitos desencontros com relação à irrigação, temos um passivo enorme com relação a polos, perímetros irrigados. E na minha lógica, pela minha experiência como governador, a gente não corrige se não recolocarmos a política pública, não resolvemos o problema e não termos certeza que acertaremos daqui para frente”, destacou o ministro. 

 

“Fico muito satisfeito por participar da reunião do CNRH, pois se trata de um órgão colegiado com diversas autoridades, governamentais ou não, no assunto recursos hídricos. O presidente Lula insistiu demais para termos o retorno ativo do conselho por dois motivos, que quem o conhece sabe bem: trata-se de um local totalmente democrático e o presidente é o maior defensor de fazermos todos os esforços para que criemos condições de fornecer água de qualidade para quem mais precisa”, complementou Waldez Góes.

 

“Por isso, eu estou defendendo que o quinto ponto do Eixo Água Para Todos do Novo PAC seja a irrigação. Isso porque muitas vezes um município recebe uma outorga para usar a água para a irrigação e uma bacia de outra cidade fica desabastecida. Por isso, a visão tem que ser geral”, concluiu o ministro, sobre sua defesa de a irrigação entrar no PAC.

 

PAPEL DECISIVO

 

No último 22 de abril, em celebração ao Dia Mundial da Água, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou no Diário Oficial da União o Decreto 11960, que viabiliza a reestruturação do CNRH. O conselho, que será presidido pelo ministro Waldez Góes, terá papel decisivo no planejamento e na execução de políticas hídricas no país.

 

Para o secretário nacional de Segurança Hídrica, Giuseppe Vieira, o CNRH traz o componente que faltava para o sistema de gestão dos recursos hídricos. Já o secretário de Recursos Hídricos do Rio Grande do Norte (RN), Paulo Varella, mostrou-se entusiasmado com a presença do ministro e o compromisso assumido com o uso democrático da água. 

 

“Todo o sistema de gerenciamento da água tem as diretrizes traçadas na reunião do conselho, nesse espaço democrático. Isso tudo para termos garantia de água para abastecimento da humanidade, para os sistemas hídricos poderem funcionar integrados com suas florestas, garantindo a preservação ambiental, da fauna, da flora”, explicou Giuseppe Vieira.

 

“Nós temos uma das legislações mais modernas do mundo, por ser descentralizada e participativa. O Conselho foi retomado com força, com a presença e as falas do ministro assumindo o compromisso para o patamar que ele precisa estar”, disse Paulo Varela.

 

Com informações de assessoria.

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