Presidente da CLDF reelembra passagem de Gilmar Mendes que equiparou o salário da Polícia Civil do DF a PF
O emedebista Wellington Luiz lembrou da audiência que teve com o ministro da Suprema Corte, então na AGU durante o governo FHC, que pôs fim ao confronto entre policiais na capital.
Por Humberto Azevedo
O presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), Wellington Luiz, relembrou nesta segunda-feira, 2 de dezembro, a passagem da reunião que teve com o ministro da Suprema Corte, Gilmar Mendes, então Advogado-Geral da União (AGU), que equiparou o salário da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) à Polícia Federal (PF).
Eram os anos do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) que “foi um momento delicado aqui no Distrito Federal”, onde houve confronto entre a PCDF com a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), que faz a segurança extensiva da capital da República.
“Me permitam contar rapidamente, eu era o presidente do sindicato da Polícia Civil e se discutia o direito da gratificação de operações especiais. Logo depois do famoso tirotaço que foi um momento delicado aqui no Distrito Federal, onde houve um confronto entre as polícias. E aí o ministro era o advogado-geral da União e coube a mim conversar com o ministro sobre esse direito ou não. Cheguei lá na sala, estava o ministro sozinho, expus a situação, ele com essa cara de bravo, de sempre. Eu saí de lá, chamei a turma, falei, lascou. Porque pelo semblante do homem, a polícia vai ter que entrar em greve”, iniciou.
“E ficou aquele espanto todo, a Polícia Civil, o sindicato tinha muita força política, quase que um partido político. E aí, ministro, no dia seguinte, saiu publicado, o senhor falou poucas coisas naquele dia, mas saiu publicado o seu parecer que garantiu até hoje a PCDF a gratificação de operações especiais e também que equipara com a Polícia Federal por sermos uma polícia mantida e organizada pela União, bem como a Polícia Rodovia Federal. (…) Então, eu queria, todas as vezes, ministro, que eu tiver oportunidade, eu vou repetir, o senhor ouviu de mim esses dias, o senhor (…) naquele momento, ministro, o senhor, talvez, não imagina o bem que o senhor fez para a população do Distrito Federal, dando à nossa Polícia Civil melhores condições de trabalho, atraindo melhores policiais, o que faz com que sejamos uma das melhores polícias desse país”, complementou.